SINAPI

Composição auxiliar SINAPI

A composição auxiliar SINAPI é uma composição utilizada como componente de outra composição, funcionando como um subserviço dentro da formação do custo. Ela permite representar de forma detalhada serviços intermediários, mão de obra e outras atividades necessárias à execução da composição principal.

Em resumo
A composição auxiliar SINAPI é uma composição utilizada como componente de outra composição, funcionando como um subserviço dentro da formação do custo. Ela permite representar de forma detalhada serviços intermediários, mão de obra e outras atividades necessárias à execução da composição principal.

A composição auxiliar SINAPI é uma composição de custos utilizada como componente de outra composição. Em vez de representar diretamente o serviço que será lançado na planilha orçamentária, ela representa uma atividade ou serviço intermediário necessário para formar o custo da composição principal.

Essa estrutura permite que o SINAPI represente serviços de maneira mais detalhada e organizada, evitando que todos os seus componentes precisem ser descritos diretamente em uma única composição.

Em uma composição analítica, uma composição auxiliar aparece entre os itens utilizados para formar o custo da composição principal, juntamente com os insumos. Exemplos de composições auxiliares incluem serviços de preparo de argamassa, cursos de capacitação e determinadas atividades executadas por profissionais com encargos complementares.

O que é uma composição auxiliar SINAPI?

Uma composição auxiliar é, essencialmente, uma composição utilizada dentro de outra composição.

Imagine, por exemplo, que determinado serviço de construção utilize uma argamassa preparada especificamente para sua execução. Em vez de listar separadamente todos os materiais, mão de obra e equipamentos necessários para preparar essa argamassa na composição principal, o SINAPI pode utilizar uma composição auxiliar que representa esse serviço.

A estrutura pode ser simplificada da seguinte maneira:

Composição principal → composição auxiliar → insumos

Uma composição principal pode utilizar uma ou várias composições auxiliares, além de insumos diretamente associados ao serviço.

Composição principal x composição auxiliar

A principal diferença está na função que cada uma desempenha dentro do orçamento.

Tipo Função Utilização
Composição principal Representa o serviço que será orçado Normalmente é lançada como serviço na planilha
Composição auxiliar Representa um componente ou subserviço É utilizada dentro de outra composição
Insumo Representa um recurso utilizado Material, mão de obra, equipamento ou outro recurso

Portanto, a composição auxiliar não deve ser confundida com um simples insumo. Ela possui sua própria estrutura de componentes e pode, por sua vez, utilizar outros itens na formação do seu custo.

Como funciona uma composição auxiliar?

Considere uma composição principal hipotética de um serviço de construção.

Tipo Item Coeficiente
Composição auxiliar Argamassa 0,020 m³
Insumo Material A 1,000 un
Composição auxiliar Mão de obra especializada 0,500 h

A composição principal utiliza três componentes. Dois deles são composições auxiliares e um é um insumo.

Cada composição auxiliar possui seu próprio custo. O custo correspondente ao seu coeficiente é então incorporado ao custo da composição principal.

Exemplo simplificado

Suponha que uma composição principal utilize uma composição auxiliar com custo unitário de R$ 300,00/m³.

Se o coeficiente utilizado pela composição principal for 0,020 m³, o custo dessa composição auxiliar será:

0,020 × R$ 300,00 = R$ 6,00

Esse valor de R$ 6,00 passa a fazer parte do custo da composição principal.

Se a composição principal também utilizar outros insumos e composições auxiliares, todos os custos correspondentes serão somados para determinar o seu custo total.

Composição auxiliar na composição analítica SINAPI

A composição auxiliar fica especialmente evidente no relatório analítico do SINAPI.

Na composição analítica, os componentes do serviço são apresentados individualmente, permitindo identificar quais itens são insumos e quais são composições auxiliares.

Um exemplo real de estrutura pode apresentar uma composição principal e, entre seus componentes, códigos classificados como “Composição Auxiliar”. Relatórios utilizados em orçamentos públicos mostram, por exemplo, composições auxiliares de mão de obra e outras atividades dentro de uma composição principal.

Essa estrutura é importante porque permite compreender como o custo unitário do serviço foi formado.

Composição auxiliar não é um insumo

Essa é uma das principais diferenças que o orçamentista precisa compreender.

Um insumo é um recurso utilizado na execução de um serviço, como:

  • cimento;
  • areia;
  • aço;
  • tijolos;
  • mão de obra;
  • equipamentos;
  • materiais diversos.

Já uma composição auxiliar representa uma atividade ou serviço formado por um conjunto de componentes.

Por exemplo, uma composição auxiliar de mão de obra pode possuir em sua própria estrutura o trabalhador, encargos complementares e uma composição de capacitação. Um exemplo publicado para o SINAPI mostra a composição 88251 formada por diversos insumos e pela composição auxiliar 95320, referente ao curso de capacitação.

Composição auxiliar pode conter outra composição?

Sim. A estrutura das composições pode possuir diferentes níveis de detalhamento.

Uma composição pode utilizar uma composição auxiliar, que por sua vez pode utilizar outros componentes. Isso permite construir uma estrutura hierárquica de custos.

De forma simplificada:

Composição principal
  ↳ Composição auxiliar A
    ↳ Insumo 1
    ↳ Insumo 2
  ↳ Composição auxiliar B
    ↳ Insumo 3
    ↳ Composição auxiliar C

Essa característica é uma das razões pelas quais a análise de uma composição SINAPI pode exigir mais do que simplesmente consultar seu código e preço.

Exemplo com mão de obra

As composições de mão de obra do SINAPI são um exemplo bastante didático.

Uma composição de profissional com encargos complementares pode utilizar, entre seus componentes, uma composição auxiliar relacionada ao curso de capacitação daquele profissional.

Em uma referência real, por exemplo, a composição de auxiliar de serralheiro com encargos complementares inclui a composição auxiliar referente ao curso de capacitação, além dos demais componentes necessários à formação do custo.

Assim, o custo da capacitação não precisa ser tratado como um simples material. Ele é representado por uma composição própria e incorporado à composição do profissional.

Exemplo com argamassa

Outro caso comum ocorre quando um serviço utiliza uma argamassa preparada de acordo com determinada especificação.

A composição principal pode utilizar uma composição auxiliar de argamassa em determinado coeficiente. Essa composição auxiliar possui seus próprios componentes, como cimento, cal, areia e eventualmente mão de obra ou outros recursos, dependendo da composição considerada.

Um exemplo de relatório analítico de composição mostra uma argamassa sendo utilizada como componente de outra composição, com seu próprio código e coeficiente.

Isso permite que o custo da argamassa seja calculado separadamente e depois incorporado ao serviço principal.

Como calcular o custo de uma composição auxiliar?

O princípio é semelhante ao cálculo de qualquer composição de custos.

Para cada componente, calcula-se:

Custo do componente = coeficiente × custo unitário

Depois, os custos dos componentes são somados:

Custo da composição auxiliar = Σ (coeficiente × custo unitário)

Quando essa composição auxiliar é utilizada por uma composição principal, seu custo unitário é multiplicado pelo coeficiente definido na composição principal.

Portanto:

Custo incorporado = coeficiente da composição principal × custo unitário da composição auxiliar

Por que utilizar composições auxiliares?

A utilização de composições auxiliares permite estruturar o orçamento de maneira mais organizada e representar serviços complexos sem repetir continuamente todos os seus componentes.

Entre as principais vantagens estão:

  • maior detalhamento da formação dos custos;
  • redução da repetição de componentes;
  • melhor organização das composições;
  • facilidade para analisar custos;
  • maior transparência na composição dos serviços;
  • possibilidade de representar atividades intermediárias.

Composição auxiliar e custo da composição principal

O custo de uma composição principal é formado pela soma dos custos de seus componentes.

Quando um desses componentes é uma composição auxiliar, o custo da composição auxiliar participa diretamente dessa formação.

De forma simplificada:

Custo principal = custos dos insumos + custos das composições auxiliares

Por isso, não é correto analisar o custo de uma composição principal ignorando suas composições auxiliares.

Composição auxiliar e orçamento de obras

Na elaboração de um orçamento, normalmente o objetivo é selecionar a composição principal correspondente ao serviço que será executado.

As composições auxiliares utilizadas internamente por essa composição fazem parte da formação do seu custo e não precisam necessariamente ser lançadas como serviços independentes na planilha orçamentária.

Por exemplo, se a composição principal representa um serviço de execução de determinado elemento construtivo e utiliza uma composição auxiliar de argamassa, o orçamentista normalmente lança o serviço principal no orçamento. A argamassa já está considerada dentro do custo da composição.

Composição auxiliar e levantamento quantitativo

O levantamento quantitativo normalmente determina a quantidade do serviço principal que será executado.

Os coeficientes das composições auxiliares, por outro lado, fazem parte da metodologia de formação do custo unitário.

Isso significa que o orçamentista não deve simplesmente somar ao quantitativo do serviço principal o quantitativo interno de cada composição auxiliar.

Se uma composição principal possui 100 m² e utiliza 0,020 m³ de uma composição auxiliar por m², a necessidade total daquela composição auxiliar será:

100 × 0,020 = 2,00 m³

Esse cálculo é decorrente da estrutura da composição e pode ser utilizado para análises de consumo, mas não significa que a composição auxiliar deva necessariamente ser lançada como um serviço adicional no orçamento.

Composição auxiliar e preço SINAPI

É importante diferenciar preço de insumo e custo de composição.

Um insumo possui um preço de referência. Já uma composição auxiliar possui um custo calculado a partir dos seus componentes.

Assim, quando uma composição principal utiliza uma composição auxiliar, não se está simplesmente adicionando o preço de um insumo. Está sendo incorporado o custo calculado de uma composição.

Essa distinção é fundamental para interpretar corretamente o relatório analítico do SINAPI.

Composição auxiliar e atualização de preços

Quando os preços dos componentes utilizados em uma composição auxiliar são atualizados, o custo da composição auxiliar pode ser alterado. Consequentemente, esse novo custo pode afetar todas as composições que utilizam aquela composição auxiliar.

Isso demonstra a importância da estrutura hierárquica do SINAPI.

Uma alteração em um componente localizado em um nível inferior pode repercutir no custo de uma composição localizada em um nível superior.

Por isso, sistemas de orçamento que trabalham diretamente com composições SINAPI precisam considerar essas relações ao calcular e atualizar custos.

Composição auxiliar no SINAPI e “sem custo”

Nem toda composição publicada pelo SINAPI necessariamente apresenta custo de referência em todas as situações. A documentação metodológica da CAIXA prevê, por exemplo, situações em que uma composição é classificada como “SEM CUSTO” quando não é possível determinar seu custo de referência nas condições estabelecidas.

Isso é particularmente relevante quando uma composição auxiliar participa da estrutura de outra composição.

Portanto, a ausência de custo não deve ser interpretada automaticamente como custo zero. É necessário verificar a situação da referência e os critérios aplicáveis.

Como identificar uma composição auxiliar?

Nos relatórios analíticos, a identificação normalmente pode ser feita pela classificação do item como “Composição Auxiliar”, além de seu código e descrição.

Um trecho simplificado de uma composição pode ser apresentado assim:

Tipo Código Descrição Unidade
Composição XXXXXX Serviço principal
Composição Auxiliar YYYYYY Serviço auxiliar
Insumo 00000000 Material kg

Essa classificação permite diferenciar rapidamente os elementos que formam o serviço.

Composição auxiliar no orçamento analítico

Em um orçamento analítico, a composição auxiliar pode ser expandida para permitir uma análise mais profunda de seus componentes.

Isso pode ser útil quando o objetivo é:

  • verificar a formação do custo;
  • analisar o consumo de materiais;
  • identificar mão de obra envolvida;
  • comparar composições;
  • entender variações de preços;
  • auditar a formação do custo unitário.

Em sistemas informatizados, essa estrutura pode ser representada como uma árvore de composição, na qual a composição principal fica no primeiro nível e suas composições auxiliares aparecem como níveis inferiores.

Composição auxiliar no Orçamentador

Ao utilizar uma composição SINAPI em um orçamento, é importante que o sistema preserve a relação entre a composição principal e suas composições auxiliares.

Isso permite calcular corretamente o custo unitário e, quando necessário, apresentar ao usuário a formação detalhada do serviço.

Para fins de rastreabilidade, também é recomendável manter as informações de código, descrição, unidade, coeficiente, estado e data-base utilizadas na referência.

Essa estrutura facilita a conferência do orçamento e a atualização dos custos quando uma nova referência SINAPI é utilizada.

Conclusão

A composição auxiliar SINAPI é uma composição utilizada dentro de outra composição para representar um serviço ou atividade que participa da formação do custo do serviço principal.

Ela é diferente de um insumo porque possui sua própria estrutura de custos e pode conter diversos componentes. Seu custo é incorporado à composição principal de acordo com o coeficiente definido na referência.

Compreender essa estrutura é essencial para interpretar corretamente as composições analíticas do SINAPI, calcular custos unitários e desenvolver sistemas de orçamento capazes de representar corretamente a formação dos custos de uma obra.