Orçamentador

Transforme conhecimento em orçamento

Crie e gerencie seus orçamentos de obras de forma prática e profissional, com SINAPI, composições, BDI, cronograma e muito mais.

SINAPI Composições BDI Cronograma
Começar gratuitamente
Crie sua conta e conheça o Orçamentador
Quantitativos

Memória de cálculo de quantitativos

Em resumo
A memória de cálculo de quantitativos registra os critérios, dimensões e cálculos utilizados para determinar as quantidades dos serviços de uma obra, permitindo conferir sua origem e dar rastreabilidade ao orçamento.

A memória de cálculo de quantitativos é o registro dos critérios, dimensões, fórmulas e cálculos utilizados para determinar as quantidades dos serviços e materiais previstos em uma obra. Ela permite identificar como cada quantitativo foi obtido e facilita a conferência do orçamento.

Enquanto o levantamento de quantitativos determina quanto de cada serviço será necessário, a memória de cálculo registra o caminho utilizado para chegar a esse resultado.

Por exemplo, informar apenas que uma obra possui 120 m² de piso apresenta o resultado do quantitativo. Registrar que a área foi obtida a partir de uma sala de 10 m × 8 m constitui parte da memória de cálculo:

10 × 8 = 80 m²

Se houver outros ambientes, os cálculos de cada um podem ser registrados separadamente até chegar ao quantitativo total.

Para que serve a memória de cálculo?

A principal finalidade é proporcionar transparência e rastreabilidade aos quantitativos. Quando uma quantidade é questionada, é possível verificar de quais dimensões, projetos ou critérios ela foi obtida.

A memória de cálculo pode ser utilizada para:

  • conferir os quantitativos do orçamento;
  • identificar erros de cálculo;
  • demonstrar a origem das quantidades;
  • facilitar a revisão do orçamento;
  • atualizar quantitativos após alterações de projeto;
  • apoiar medições e controles durante a execução;
  • facilitar a análise por outros profissionais;
  • melhorar a rastreabilidade do orçamento.

O que deve constar em uma memória de cálculo?

Não existe um único formato obrigatório para todos os tipos de obra. O nível de detalhamento deve ser compatível com a complexidade do serviço e com a finalidade do orçamento.

De modo geral, uma memória de cálculo pode apresentar:

  • identificação do serviço;
  • referência ao projeto ou documento utilizado;
  • local ou elemento que está sendo quantificado;
  • dimensões utilizadas;
  • fórmula de cálculo;
  • quantidade calculada;
  • unidade de medida;
  • critérios de medição adotados;
  • descontos ou acréscimos considerados;
  • observações relevantes.

Em levantamentos mais complexos, também pode ser importante registrar a versão do projeto utilizada e a data da revisão.

Exemplo de memória de cálculo

Considere o levantamento de revestimento cerâmico de quatro ambientes:

Ambiente Comprimento Largura Área
Sala 5,00 m 4,00 m 20,00 m²
Quarto 1 4,00 m 3,00 m 12,00 m²
Quarto 2 4,00 m 3,00 m 12,00 m²
Cozinha 4,00 m 3,00 m 12,00 m²

A memória de cálculo pode registrar:

Sala: 5,00 × 4,00 = 20,00 m²
Quarto 1: 4,00 × 3,00 = 12,00 m²
Quarto 2: 4,00 × 3,00 = 12,00 m²
Cozinha: 4,00 × 3,00 = 12,00 m²

Quantidade total = 20,00 + 12,00 + 12,00 + 12,00 = 56,00 m²

O orçamento poderá então utilizar 56,00 m² como quantidade do serviço, conforme os critérios de medição aplicáveis.

Memória de cálculo não é apenas uma fórmula

Uma memória de cálculo adequada deve permitir que outra pessoa compreenda o que foi medido, de onde vieram os dados e por que o resultado chegou àquela quantidade.

Por exemplo, registrar apenas:

Área = 150 m²

é muito menos útil do que registrar:

Pavimento térreo — salas 01 a 05: áreas obtidas a partir das dimensões indicadas na planta arquitetônica. Soma das áreas = 150,00 m².

Quanto maior a complexidade do orçamento, mais importante se torna registrar essas informações de maneira organizada.

Memória de cálculo e descontos de vãos

Em determinados serviços, a quantidade precisa considerar descontos ou outros critérios específicos de medição.

Considere, por exemplo, uma parede com 30 m² de área bruta e uma abertura de porta de 1,60 m². Caso o critério de medição determine o desconto dessa abertura, o cálculo será:

Quantidade líquida = 30,00 − 1,60 = 28,40 m²

A memória de cálculo deve deixar esse procedimento claro, registrando tanto a área bruta quanto o desconto considerado.

É importante observar que os critérios podem variar de acordo com o serviço e a referência utilizada. Em composições do SINAPI, por exemplo, devem ser observados os critérios de aferição e medição aplicáveis à composição.

Memória de cálculo e perdas de materiais

A memória de cálculo do quantitativo do serviço também deve ser diferenciada do cálculo do consumo dos materiais.

Suponha que o levantamento determine 200 m² de piso. Essa é a quantidade do serviço. Se uma composição utilizar um coeficiente de consumo de 1,08 m² de cerâmica por m² de piso, o consumo previsto será:

200 × 1,08 = 216 m²

Nesse caso, os 216 m² representam o consumo do material segundo o coeficiente da composição, enquanto os 200 m² representam a quantidade do serviço.

Se o coeficiente já considerar as perdas previstas, não se deve acrescentar novamente a mesma perda no quantitativo.

Memória de cálculo para diferentes tipos de serviço

O formato da memória depende da unidade de medida e das características do serviço.

Serviços medidos em área

Podem ser calculados a partir de comprimento e largura:

Área = Comprimento × Largura

Serviços medidos em volume

Podem utilizar três dimensões:

Volume = Comprimento × Largura × Altura

ou a espessura, quando aplicável:

Volume = Área × Espessura

Serviços medidos em comprimento

Podem resultar da soma dos diversos trechos que serão executados:

Comprimento total = Trecho 1 + Trecho 2 + Trecho 3 + ...

Serviços medidos por unidade

Podem ser determinados pela contagem dos elementos previstos, como portas, janelas, louças, equipamentos ou outros componentes:

Quantidade = número de elementos

O importante é que o cálculo seja compatível com a unidade de medida utilizada no orçamento.

Memória de cálculo e revisão de projetos

Uma vantagem importante de manter a memória de cálculo é facilitar a atualização dos quantitativos quando houver alterações nos projetos.

Se uma parede, ambiente ou elemento construtivo for alterado, o profissional pode identificar quais cálculos foram afetados e atualizar somente os quantitativos correspondentes.

Isso reduz o risco de manter no orçamento quantidades baseadas em versões antigas dos projetos.

Memória de cálculo em obras públicas

Em orçamentos de obras públicas, a demonstração da origem dos quantitativos é especialmente importante. Os serviços e quantidades apresentados na planilha orçamentária devem possuir fundamentação nos projetos e demais documentos da contratação.

A memória de cálculo pode ajudar a demonstrar como as quantidades foram obtidas e facilitar a análise, conferência e fiscalização do orçamento.

Quando houver alterações de projeto ou de quantitativos durante a execução, manter o histórico dos cálculos também contribui para a rastreabilidade das alterações.

Memória de cálculo de quantitativos no Orçamentador

No Orçamentador, o levantamento realizado a partir dos projetos pode ser utilizado para informar as quantidades dos serviços que compõem o orçamento.

O sistema permite organizar os serviços por etapas e informar a quantidade correspondente a cada item. Os serviços podem utilizar composições do SINAPI ou composições próprias.

Uma boa prática é realizar a memória de cálculo a partir dos projetos e documentos da obra e utilizar o resultado para preencher as quantidades dos serviços no Orçamentador.

Dessa forma, o fluxo pode ser organizado da seguinte maneira:

Projeto → Memória de cálculo → Quantidade do serviço → Composição → Preço unitário → Custo do serviço

A memória de cálculo permanece como o registro que permite conferir a origem da quantidade utilizada no orçamento.

Por que manter uma memória de cálculo?

Uma memória de cálculo bem organizada reduz a dependência da memória individual de quem elaborou o orçamento. Mesmo depois de algum tempo, outro profissional deve conseguir compreender como os quantitativos foram obtidos.

Ela contribui para:

  • reduzir erros nos quantitativos;
  • facilitar a conferência do orçamento;
  • agilizar revisões;
  • identificar alterações de projeto;
  • justificar as quantidades utilizadas;
  • facilitar auditorias e verificações;
  • melhorar a rastreabilidade do orçamento;
  • dar maior confiabilidade aos custos calculados.

Em resumo, a memória de cálculo de quantitativos é o registro que demonstra como as quantidades utilizadas no orçamento foram obtidas. Ela transforma o quantitativo de um simples número em uma informação verificável, permitindo compreender sua origem, seus critérios e seus cálculos.

Faça seus orçamentos com o Orçamentador

Depois de realizar o levantamento e a memória de cálculo dos quantitativos, você pode utilizar o Orçamentador para organizar os serviços, informar suas quantidades e calcular os custos da obra.

O sistema permite trabalhar com composições do SINAPI e também com insumos e composições próprias, organizando o orçamento por etapas.

Conheça o Orçamentador e comece gratuitamente a elaborar seus orçamentos de obras.

Termos relacionados

Este conteúdo foi útil para você?
Obrigado pelo seu feedback!
Compartilhe este conteúdo
Link copiado!